3as série E. M. (regular e EJA) 1 e 2 Bims.): História da Filosofia contemporânea

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Temas para escolha:

Pesquisa sobre filosofia contemporânea

  1. a. Fim da metafísica e teologia em Kant; b. O Conhecimento, a Moral e a Estética em Kant;
  2. a. Hegel: a dialética e a História; b. Hegel: Direito e política;
  3. a. Marx: filosofia, economia e sociologia; b. Marx e seus estudiosos no Brasil;
  4. a.  Nietzsche e a genealogia, transvaloração; b. Nietzsche, arte, política, ciência;
  5. a. Freud, o inconsciente; b. Freud: pensador da cultura;
  6. Fenomenologia: Husserl;
  7. Existencialismo: Heidegger, Sartre, Camus; literatura, liberdade
  8. Escola de Frankfurt: meios de comunicação, indústria cultural
  9. Pós modernos: a. Foucault e as instituições modernas; b. Derrida e a linguagem
Questões
1. Explique em síntese o criticismo Kantiano, e a sua noção de autonomia.
2. Como Hegel inovou o conceito de História.
3. Qual inversão operada por Marx-Engels na dialética hegeliana.
4. Explique o procedimento  genealógico efetuado por Nietzsche.
5. Explique o conceito  de intencionalidade na fenomenologia.
6. Defina o conceito de projeto, segundo Sartre,  oposto aos determinismos
7. Descreva o conceito de razão instrumental para os filósofos frankfurtianos.
8. Explique, nas filosofias da linguagens Analítica e pós-moderna, os respectivos conceitos de giro linguístico e desconstrucionismo.

índice

Século XX: Pensamento contemporâneo

 

A modernidade e a pós-modernidade no discurso filosófico

Fugacidade, velocidade, incerteza, liquidez das relações instáveis

GALBRAITH. A era das incertezas.

HOBSBAWN. A era dos extremos

HABERMAS. O discurso filosófico da modernidade (Lyotard. A condição pós moderna)

BERMAN. Marshall. Tudo o que é sólido desmancha no ar.

BAUMAN. Modernidade liquida.

Século XIX

Liberalismo x socialismo

Crises econômicas 1863-73; 1929/1973 e 2008

Grandes revoluções científicas

Revolução copernicana, Newtoniana

Pascal: o vácuo, o silencio dos espaços infinitos

Darwin e a origem das espécies

Freud e o inconsciente, o id

Einsten e a física, a relatividade

Referencias bibliográficas para autores

CASSIRER, Ernest., Filosofia da ilustração

LEBRUN, G. Kant e o Fim da metafísica

DELEUZE, G. Para ler Kant

GARAUDY, Roger. Introdução ao pensamento de Hegel

GADOTTI, Moacyr. Marx – editora FTD

ALTHUSSER, Louis. Ler o capital

CATANI, Alfredo. O que é capitalismo (coleção primeiros passos)

KONDER, Leandro. O que é dialética

Deleuze, G. Nietzsche e a filosofia

Marton, Scarlet. Nietzsche (Col. Encanto radical, Ed. Brasiliense) Nietzsche trasnvaloração (Ed moderna, coleção loogos)

FREUD Pensador da cultura (Ed brasiliense);  Freud (col encanto radical, brasiliense)

MATOS, Olgaria. Escola de Frankfurt (Ed. Moderna, coleção logos)

LEOPOLDO e SILVA, Franklin. Sartre (Ed. Moderna)

Coleções

Primeiros Passos e Tudo é História, Editora Brasiliene

Coleção Prazer em conhecer (Platão, Aristóteles, Descartes, Rousseau, Marx, Sartre), Editora FTD

Coleção Logos (Platão, Descartes, Escola de Frankfurt, Sartre etc), Editora moderna

Filmes (sugestões)

O jovem Marx

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O capital Eisenstein

Dias de Nietzsche em Turim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando Nietzsche chorou

https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwir087XyrHgAhVqD7kGHePfCVsQwqsBMAB6BAgFEAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.dailymotion.com%2Fvideo%2Fx2cudk2&usg=AOvVaw0ulP7WovufAtJJSH6ZlxNj

Para além de bem e mal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Freud Além da Alma

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

links documentários

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Immanuel Kant
Resumo da biografia de Immanuel Kant
Ocupação
Filósofo alemão
Data do Nascimento
22/04/1724
Data da Morte
12/02/1804 (aos 79 anos)
https://www.ebiografia.com/immanuel_kant/
Resumo da biografia de Friedrich Hegel

Ocupação
Filósofo alemão
Data do Nascimento
27/08/1770
Data da Morte
14/11/1831 (aos 61 anos)
https://www.ebiografia.com/hegel/

Karl Marx
Resumo da biografia de Karl Marx
Ocupação
Filósofo e revolucionário alemão
Data do Nascimento
05/05/1818
Data da Morte
14/03/1883 (aos 64 anos)

Resumo da biografia de Friedrich Nietzsche

Ocupação
Foi um filósofo alemão

Data do Nascimento
15/10/1844

Data da Morte
25/08/1900 (aos 55 anos)
https://www.ebiografia.com/friedrich_nietzsche/

Martin Heidegger
Resumo da biografia de Martin Heidegger
Ocupação
Filósofo alemão
Data do Nascimento
26/09/1889
Data da Morte
26/05/1976 (aos 86 anos)
https://www.ebiografia.com/martin_heidegger/
Resumo da biografia de Theodor Adorno

Ocupação
Filósofo alemão

Data do Nascimento
11/09/1903

Data da Morte
06/08/1969 (aos 65 anos)
https://www.ebiografia.com/theodor_adorno/

A plenos pulmoes, Maiakovsky

Vladímir Maiakóvski: A plenos pulmões
Primeira introdução ao Poema

Caros
camaradas
futuros!
Revolvendo
a merca fóssil
de agora,
perscrutando
estes dias escuros,
talvez
perguntareis
por mim. Ora,
começará
vosso homem de ciência,
afogando os porquês
num banho de sabença,
conta-se
que outrora
um férvido cantor
a água sem fervura
combateu com fervor. (1)
Professor,
jogue fora
as lentes-bicicleta!
A mim cabe falar
de mim
de minha era.
Eu — incinerador,
eu — sanitarista,
a revolução
me convoca e me alista.
Troco pelo “front”
a horticultura airosa
da poesia —
fêmea caprichosa.
Ela ajardina o jardim
virgem
vargem
sombra
alfrombra.
“É assim o jardim de jasmim,
o jardim de jasmim do alfenim”.
Este verte versos feito regador,
aquele os baba,
boca em babador, —
bonifrates encapelados,
descabelados vates —
entendê-los,
ao diabo!,
quem há-de…
Quarentena é inútil contra eles —
mandolinam por detrás das paredes:
“Ta-ran-ten-n-n…”
Triste honra,
se de tais rosas
minha estátua se erigisse:
na praça
escarra a tuberculose;
putas e rufiões
numa ronda de sífilis.
Também a mim
a propaganda
cansa,
é tão fácil
alinhavar
romanças, —
Mas eu
me dominava
entretanto
e pisava
a garganta do meu canto.
Escutai,
camaradas futuros,
o agitador,
o cáustico caudilho,
o extintor
dos melífluos enxurros:
por cima
dos opúsculos líricos,
eu vos falo
como um vivo aos vivos.
Chego a vós,
à Comuna distante,
não como Iessiênin,
guitarriarcaico.
Mas através
dos séculos em arco
sobre os poetas
e sobre os governantes.
Meu verso chegará,
não como a seta
lírico-amável,
que persegue a caça.
Nem como
ao numismata
a moeda gasta,
nem como a luz
das estrelas decrépitas.
Meu verso
com labor
rompe a mole dos anos,
e assoma
a olho nu,
palpável,
bruto,
como a nossos dias
chega o aqueduto
levantado
por escravos romanos.
No túmulo dos livros,
versos como ossos,
Se estas estrofes de aço
Acaso descobrirdes,
vós as respeitareis,
como quem vê destroços
de um arsenal antigo,
mas terrível.
Ao ouvido
não diz
blandícias
minha voz;
lóbulos de donzelas
de cachos e bandos
não faço enrubescer
com lascivos rondós.
Desdobro minhas páginas
— tropas em parada,
E passo em revista
o “front” das palavras.
Estrofes estacam
chumbo-severas,
Prontas para o triunfo
ou para a morte.
Poemas-canhões,
rígida coorte,
apontando
as maiúsculas
abertas.
Ei-la,
a cavalaria do sarcasmo,
minha arma favorita,
alerta para a luta.
Rimas em riste,
sofreando o entusiasmo,
eriça
suas lanças agudas.
E todo
este exército aguerrido,
vinte anos de combates,
não batido,
eu vos dôo,
proletários do planeta,
cada folha
até a última letra.
O inimigo
da colossal
classe obreira,
é também
meu inimigo figadal.
Anos
de servidão e de miséria
comandavam
nossa bandeira vermelha.
Nós abríamos Marx
volume após volume,
janelas
de nossa casa
abertas amplamente,
mas ainda sem ler
saberíamos o rumo!
onde combater,
de que lado,
em que frente.
Dialética, não aprendemos com Hegel. Invadiu-nos os versos
Ao fragor das batalhas,
Quando,
sob o nosso projétil,
debandava o burguês
que antes nos debandara.
Que essa viúva desolada,
— glória —
se arraste
após os gênios,
merencória.
Morre,
meu verso,
como um soldado
anônimo
na lufada do assalto.
Cuspo
Sobre o bronze pesadíssimo,
cuspo
sobre o mármore, viscoso.
Partilhemos a glória, —
entre nós todos, —
o comum monumento:
o socialismo,
forjado
na refrega
e no fogo.
Vindouros,
Varejai vossos léxicos:
do Letes
brotam letras como lixo —
“tuberculose”,
“bloqueio”,
“meretrício”.
Por vós, geração de saudáveis, —
um poeta,
com a língua dos cartazes,
lambeu
os escarros da tísis.
A cauda dos anos
faz-me agora
um monstro,
fossilcoleante.
Camarada vida,
vamos,
para diante,
galopemos
pelo qüinqüênio afora. (2)
Os versos
para mim
não deram rublos,
nem mobílias
de madeiras caras.
Uma camisa
Lavada e clara,
e basta, —
para mim é tudo.
Ao
Comitê Central
do futuro
ofuscante,
sobre a malta
dos vates
velhacos e falsários,
apresento
em lugar
do registro partidário
todos
os cem tomos
dos meus livros militantes.
Notas

1 — Maiakóvski escreveu versos de propaganda sanitária.
2 — Alusão aos Planos Qüinqüenais soviéticos.
(Provavelmente, como não tenho controle da página do jornal na internet, o poema vai perder a forma na qual foi escrito. Espero que, pelo menos, ao se ter preservado o conteúdo, o leitor se contente com a poesia de Maiakóvski, com um de seus poemas mais conhecidos. A tradução é de Haroldo de Campos. Onde está “saudáveis”, pus saudáveis. E. Carrera Guerra usa, na sua versão, “ágeis e robustos”.)

Aula: As filosofias da História de Kant, Hegel e Marx

Modernidade x pós modernidade
Projeto Iluminista: Razão, Ciência, Verdade
Pós-modernismo: Crise da Razão, fim das grandes narrativas

Filosofias da História

França
Voltaire VOLTAIRE. A filosofia da história. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
ROUSSEAU. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens
CONDORCET. Esboço dos Progressos do espírito humano

Alemanha
HERDER. Também uma filosofia da Historia para a formação da humanidade https://pt.scribd.com/doc/262495530/HERDER-Tambem-Uma-Contribuicao-Da-Filosofia-Da-Historia-Para-a-Formacao-Da-Humanidade
KANT. Ideia de uma historia universal do ponto de vista cosmopólita
HEGEL. Fenomenologia do espírito / A razao na historia / filosofia da HISTORIA
MARX. A ideologia alemã / Manifesto Comunista/ 18 brumario / Capital
Finalidade do trabalho, consciência e projeto (práxis): abelhas, mestre de obra

pós modernismo e teoria crítica

Crise da razão, crítica da noção de progresso

ADORNO, T. Progresso. BENJAMIN, W. Teses sobre o conceito de História

FUKUYAMA,  F. O fim da História. KURZ, R. Colapso da modernização.

Aula: O existencialismo

É o conjunto de tendências filosóficas, embora distintas, que tem em comum e  como objeto de reflexões a existência humana

O problema do existir

O que é a existência? A relação do indivíduo, com a sociedade, com os objetos e a natureza. Alguns possuem certa visão dramática da existência e da condição humana, tal como o filósofo e o escritor francês Albert Camus (1913-1960), que ilustra no ensaio “O mito de Sísifo”, quando escreve que a única questão filosófica séria é o suicídio”, o se a vida vale a pena ser vivida. Outros filósofos chamados de existencialistas são Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Karl Jaspers.

A influencia da fenomenologia

A doutrina de Edmund Husserl (1859-1938), do inicio do século XX. Inovou a reflexão sobre o conhecimento, a relação cognitiva entre o SUJEITO e o OBJETO, tratada pelos racionalistas, por Kant e Hegel. A consciência não é uma essência estática, mas é e está em movimento, realiza-se em direção das coisas. “Toda consciência é consciência de” algo: a consciência possui uma intencionalidade e finalidade. A fenomenologia é a ciência dos fenômenos; phainomenon, do grego, significa aquilo que aparece ou se manifesta. Husserl influenciou Maurice Merleau-Ponty (1908-1961), no sentido de que fez voltar o conhecimento às coisas, aos objetos, neles mesmo

Martin Heidegger (1889-1976)

Foi um dos principais filósofos existencialistas, embora não se definisse como tal. Escreveu o livro Ser e Tempo. Heidegger retomava o tema da ontologia, como sendo o principal da Filosofia: porque há algo, e não o nada? O problema do ser e da existência como centrais.

Sartre: o Ser e o Nada

Mais conhecido pelas peças de teatro, romances, destacam-se as Moscas, Entre quatro paredes (teatro), O muro (contos) e A náusea e a trilogia Caminhos da liberdade (romances).

Em sua principal obra filosófica, O ser e o nada (1943), Sartre  ataca duramente a  teoria aristotélica potência. Para Sartre, porém,o ser é o que é, ou o ente em-si. Além do ente em-si,  Sartre concebe a existência de uma dimensão ou aspecto especificamente humano, o ente para-si.

Para Sartre, a existência precede a essência, ao contrario dos animais e coisas. A consciência autorreflexiva,  que distingue o ser humano de coisas e animais: estes são em-si, tem essência; o ser humano existe (ex-siste), é para si, sua consciência reflete sobre si: a propriedade de autoexame fornece o projeto de vida humano.

Escola de Frankfurt: a teoria crítica contra a opressão

Outra corrente de pensamento importante do século passado, com representantes da segunda e terceira geração vivos (Habermas, Honnet, Frazer e outros), é a Escola de Frankfurt: o nome dado ao grupo de pensadores alemães do Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt, fundado na década de 1920.

Entre seus membros, destacam-se Walter Benjamin, Adorno, Horkheimer, Habermas, entre outros, como Marcuse e Eric Fromm. Sua produção ficou conhecida como teoria crítica. Apesar das diferenças, identificamos neles a preocupação comum de estudar aspectos da vida social, de modo a compor uma teoria crítica da sociedade. Investigavam as relações entre os campos da economia, da psicologia, da história e da antropologia.

Suas relações e reflexões partem da teoria marxiana (fetichismo da mercadoria, por exemplo, na elaboração da crítica da indústria cultural) e da teoria de Freud, que trouxe novos elementos para a análise da psicologia de massas. Além deles, há ainda influência da leitura de Kant, Hegel, Schopenhauer, Nietzsche, Kierkegaard, Max Weber e Lukács, entre outros, que contribuíram na elaboração da teoria crítica, dos conceitos de sociedade de massas, indústria cultural e da crítica da razão instrumental; em contraposição à teoria tradicional, que tem Descartes seu representante maior.

Filosofia Pós-moderna: o fim do projeto da modernidade

O termo pós-moderno é aplicado na Filosofia e nas Ciências Sociais para designar os pensadores das últimas décadas, especialmente aqueles que produziram reflexões marcadas pela crítica e pela descrença em relação ao projeto da modernidade: de que a razão científica favorecia a emancipação humana, coincidindo em vários aspectos, à Escola de Frankfurt, especialmente Adorno e Horkheimer.

Entre os pensadores pós-modernos mais destacados, estão os franceses FOUCAULT, DERRIDA, entre outros, como DELEUZE, GUATARRI, BAUDRILLARD e LYOTARD, por exemplo.

Pragmatismo

Uma contribuição filosófica dos EUA, desenvolvida a partir do século XIX. Herdeiros da tradição do empirismo de LOCKE, HUME e Stuart Mill, procurou libertar-se da metafísica racionalista. Da etimologia, pragmatismo, do grego, prágma, significa “ato”, “ação”, significa o que pode ser aplicado na prática, porém, não é o sentido  filosófico.

O Historiador da Filosofia, Nicola Abagnanno, sustenta que a experiência e substancial para uma previsão do futuro; Toda verdade é uma regra de ação, uma norma para conduta futura. O representante maior do pragmatismo, Charles Sander Peirce (1839-1914), estudioso da lógica simbólica e da semiótica (teoria dos signos), foi o seu iniciador. Propôs o conceito de falibilismo, que, mais tarde, seria utilizado pelo neopositivista Karl Popper.

Um dos filósofos pragmatista, William James (1842-1910), afirma que uma proposição é verdadeira quando funciona, isto é, permite que nos oriente na realidade, leva experiência a outro. Em que pese a perspectiva empirista, em sua filosofia ainda predomina aspectos metafísicos , que fundamentam o seu espiritualismo. Na moral, ocorre o mesmo: o bem e o mal distinguem-se em função da utilidade e de sua importância.

John Dewey (1859-1952), foi um discípulo e seguidor de James. Foi filósofo e educador. Sua produção intelectual compreende artigos, ensaios, etc. É considerado um pragmatismo instrumental.

FILOSOFIA ANALÍTICA

Não é necessariamente considerada uma escola, visto que é representada por diversas tendencias. A filosofia analítica se ocupa da analise logica, do significado. A filosofia analítica é herdeira do empirismo britânico, e sofreu influencia da logica matemática (ou simbólica), criada por Gottlob Frege (1848-1927) n final do século XIX, e os filósofos do Círculo de Viena.

Neopragmatismo

O final do século XX, surgiu a corrente do neopragmatismo principal expoente foi o norteamericano Richard Rorty (1931-2007). Discipulo de John Dewey e Heidegger, Rorty recusou a busca da “verdade objetiva”, criticando a epistemologia tradicional.

Bertrand Russel: a analise lógica da linguagem

Admirador da obra de Frege, o filosofo e matemático britânico Bertrand Russel (1872-1970) foi o principal expoente da corrente analítica, a qual acabaria dominando o cenário filosófico da língua inglesa no século XX.

A tese central de Principia Mathematica consiste em demonstrar que toda a matemática pura advém dos princípios da “lógica pura”

Russel escreveu os três volumes de Principia entre 1919 e 1913: “Toda a matemática pura advém dos princípios da lógica pura”

RUSSEL ampliou os fundamentos lógicos do conhecimento científico em geral. A ponta os pressupostos lógicos da racionalidade, submetendo a linguagem humana à análise lógica, ao surgimento e desenvolvimento do filosofar analítico.

Falsos problemas

Grande parte dos problemas filosóficos se convertem em falsos problemas (desaparecem) quando analisamos e descobrimos que se constituem em ambiguidades, imprecisões ou equívocos.

Tarefas da filosofia: investigar, em termos lógicos, conceitos e proposições linguísticas para saber de que estamos falando. Sua principal ferramenta é a análise lógica.

A filosofia analítica promove uma espécie de “terapia linguística”, desmontando as armadilhas da linguagem

Ludwig WITTGENSTEIN: os jogos da linguagem

Russelll teve um importante colaborador, o filosofo, matemático e linguista austriaco Wittgenstein (1889-1951). Sua ideia trabalha o papel da linguagem, que abandona o projeto analitico. Seu pensamento contem duas fases

1a fase: analise lógica: Russel do TRactatus logicus philosophicus

Wittgenstein intensificou a busca de uma estrutura lógica, que desse conta do funcionamento da linguagem.

As proposições, a linguagem deve dar conta da realidade, da totalidade dos fatos.

A estrutura do mundo determina a estrutura do mundo.

2a fase: Giro de 180 graus

Afasta-se da compreensão de que a verdade da proposição deve ser verificada na experiência do mundo real. A linguagem não é captada, conceitual do real, é uma atividade, um jogo.

Pós modernismo

Jacques Derrida e A Farmácia de Platão

As ideias de Ferdinand de Saussure tiveram um  grande impacto, não só na linguagem e linguistica, mas também nas Ciências humanas em geral: por exemplo, Claude Levi-Strauss na Antropologia, Jacques Lacan, na Psicanálise, e Roland Barthes na Literatura.

Essa corrente de pensamento interdisciplinar ficou conhecida como estruturalismo. Uma das principais críticas ao estruturalismo, de um autor considerado pós estruturalista, como Michel Foucault, Jacques Derrida e Giles Deleuze, é Saussure aos postulados  de que  tudo o que se pode dizer é determinado por estruturas inconscientes.

A crítica de Jacques Derrida em relação À linguística de Saussure, que estabelecia sua teoria  lingua falada, os signos linguísticos são imagens faladas. Considerava a escrita secundária, e até prejudicial, derivada e até inferior a comunicação oral (exemplo de tóxico), a Farmácia de Platão, no livro Fedro, sobre amr e retórica,lembrando Sócrates nada escrevera.

A crítica de Derrida a Saussure é mais ampla, ao chamado fono-centrismo tradicional. O pensamento ocidental privilegiou a fala em detrimento da escrita.

2o bimestre
A condição humana: ontologia e metafísica
Fenomenologia do corpo; A linguagem e a cultura; Trabalho e política

1. Metafísica,  ontologia e Fenomenologia
1.1. Husserl.  Ideias. Investigação.
1.2. Heidegger. Ser e Tempo, que é a metafísica
1.3. Merleau-ponty. Fenomenologia da percepção. 1.4.Sartre, J.-P. O Ser e o Nada.

2. Ontologia ser social (labor, Trabalho, política, lazer consumo)
Lukacs. Ontologia do ser social.
ARENDT. A condição humana.
Adorno. Dialética do esclarecimento.
MARCUSE. Ideologia da sociedade industrial.

3. Filosofia da Linguagem (30/4)
DERRIDA, J. Gramatologia, Farmácia de Platão.
RICOEUR. Hermenêutica
Wittgenstein. Investigação lógica,  tratatus.
Que espécie de animais somos?
O que nos caracteriza como animais da espécie?

Texto 1

“Ora, nada há que está natureza me ensine mais expressivamente, nem mais sensivelmente do que o fato de que tenho um corpo… Que sinto dor, fome ou sede.” Rene Descartes, Meditações.

Texto 2

“A primeira coisa que se oferece ao homem ao contemplar-se a si próprio, é seu corpo, certa parcela de matéria que lhe é peculiar.”

PASCAL. Pensamentos.

1.1. A fenomenologia de Husserl

Husserl entende por fenomenologia o processo pelo qual examina o fluxo da consciência em relação com os objetos que  existem fora dela.

O conceito de fenômeno como “aquilo que aparece ou se manifesta”. A fenomenologia aborda objetos de conhecimento como aparece, se apresentam à consciência. A fenomenologia critica a filosofia tradicional, que desenvolve uma metafísica vazia e abstrata, explicativa; na fenomenologia, o ser  humano é o ponto de partida da reflexão. Busca o que é dado na experiência, descreve o que se passa realmente, a partir daquele que vive situação concreta.

Intencionalidade é  o postulado básico da fenomenologia, que significa “dirigir-se para, visar alguma coisa”. Toda consciência é intencional, por sempre tender a algo, por visar algo fora de si.

Questão 1. Porque a fenomenologia de Husserl  é considerada uma volta às coisas elas mesmas, “reabillitação ontológica do sensível” (Merleau-Ponty)

1.2. Heidegger e a volta à questão do ser

A fenomenologia de Husserl influenciou o pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976), um dos principais do século XX, que não  queria ser associado aos existencialistas.

Rompe com a tendência da filosofia moderna da teoria do conhecimento, desde Descartes, Heidegger retomou a questão da ontologia: porque há algo, e não o nada; o problema central da filosofia é sobre o ser e a existência de tudo. Aponta a confusão ocorrida na História da Filosofia entre ente e ser. Para Heidegger, o ente é a existência, manifestação dos modos de ser.

Na primeira fase do pensamento de Heidegger, a busca do conhecimento do ser, por meio da análise do ente humano,  a existência humana. E na segunda fase, o ente sai do primeiro plano, o próprio ser tornava-se a chave de compreensão da existência. A existência é investigada inicialmente, por termos consciência dela. Objetou contra os que os consideravam existencialista, a uma filosofia que coloca o ser humano como centro uma antropologia.

Questão 2. Discorra sobre 2 aspectos da Filosofia de  Heidegger: a) recusa em ser existencialista; b) inserida nas filosofias da existência.

Maurice Merleau-Ponty

A fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty relaciona a liberdade à compreensão do corpo como condição de nossa experiência no mundo. O corpo não é mais uma coisa ou objeto no espaço e tempo, mas através dele, o mundo existe para nós. Merleau-Ponty  desfaz a ideia de que de um lado existam os objetos, o corpo, a facticidade e por outro, a subjetividade e transcendência. quer compreender melhor a relação entre consciência e natureza, interior e exterior, as vivências.

Questão 3. Explique os significados de facticidade e transcendência, na fenomenologia de Merleau ponty, porque sao inseparáveis.

Jean-Paul Sartre: O ser e o nada

Para Sartre, o ser humano, a existência precede a essência, ao contrário das coisas e animais: “o homem primeiro existe, se descobre,surge no mundo, e só depois que se define” (o existencialismo é um humanismo).

É a consciência autorreflexiva que distingue o ser humano de coisas e animais: esses são em si, por terem essência. Já o ser humano existe, é para si, no sentido que sua consciencia pensa sobre si mesmo. o poder de autoexame faz com que o humano construa seu projeto de vida .

Questão 4. O que Sartre entende por projeto, na  frase “o homem define-se por seu  projeto.

2. A ontologia do Ser social

LUKÁCS, G. Ontologia do ser social

Primeira parte. A situação atual do problema.

Introdução. ninguém se ocupou tão extensamente quanto Marx com  a ontologia do ser social. Análise que será feita do método dos clássicos de Marx e as categorias do  ser social. Filósofos importantes,  do passado  e presente: ontologia do ser social, ou o ser social não se distingue do ser em geral, ou se trata de algo verdadeiramente distinto (século XIX,  valor)

Em Marx, há toda uma série de determinações categoriais, sem as quais nenhum ser tem o seu caráter ontológico apreendido, daí a ontologia do ser social pressupor uma ontologia em  geral. Marx representa o ponto alto alcançado  por esforços que não se davam por satisfeitos com nenhuma das metafísicas unilaterais; pense em Aristóteles ou Hegel, que se orientavam por uma concepção do ser social  dialeticamente unitária.

2.2 A condição humana em Hannah Arendt (SILVA, Marcus Vinicius)

Hannah Arendt afirma que a condição humana não se caracteriza por natureza humana, mas a soma das ideias dos humanos assemelha-se a natureza. Arendt define o ser humano como  ser condicionado.

Arendt diz que a vita activa é responsável pelas atividades fundaamentais da vida, em  que a mesma necessita de três princípios básicos para que o ser  humano viva na terra: o labor é a atividade que se caracteriza pela processo biólógico, o  metabolismo, que o ser humano extrai da natureza para a manutenção da própria vida, a nossa sobrevivência, inclusive como espécie.

O trabalho é atividade de transformação da natureza, está relacionado à capacidade produtiva, através do artificialismodas coisas, materialismo humano.

A ação é distinta das demais, ligada a pluralidade, os homens vivem na terra. A ação se realiza sem a necessidade damatéria, necessidae do homem viver entre seus semelhantes. A vita activa é  apenas um modo de vida, quebra a tradição grega antiga era dada aos filósofos; no cristianismo passa a ser de todos; quebra  a visão de Marx, o conceito de trabalho é deficiente, o produtivo é de sua época. Esfera privada: Família, Esfera pública: pólis, a VIDA POLÍTICA SE EXERCIA PELA AÇÃO E PELO DISCURSO. Em a condição humana, não se trata  apenas a condição humana d iver,mas o homem como animal político, quebra os conceitos todos de vita activa, contemplativa, eternidade e imortalidade.  A importãncia da política nas sociedades, para a conquista da liberdade.

Os sentidos do trabalho

Latim: deriva de tripalium, um instrumento de três paus, para tortura. Identificação do trabalho à tortura

Mitologia grega. Sísifo, hércules. Biblico Adão e Eva e a expulsão do Paraíso

Se a vida humana depende do trabalho,que causa desprazer,o ser humano estaria fadado á infelicidade; o trabalho é emancipação ou tortura

Concepções dos antigos. otium, ócio, era tempo livre. Negotium, negócios, negação do ócio. Idade média. Posse de terras. Idade moderna: atividades mercantis e manufatureiras. Max WEBER. A ética protestante e o espírito do capitalismo. Bacon e Descartes. Ciência e tecnologia para dominio, o ser humano como senhor e possuidor da natureza

Política e Economia: princípios do Liberalismo, contrato  de trabalho, indivíduos livres, reconhece o trabalhador no campo jurídico.

John  LOCKE, Segundo Tratado sobre o Governo, “Cada homem tem propriedade em sua própria pessoa, a esta ninguém tem o  direito senão ele mesmo. O trabalho de seu corpo e  a obra de suas mãos, são dele”

Adam Smith (A Riqueza das nações):  “a origem da riqueza e sua fonte é o trabalho”, Ricardo: o trabalho cria valor.

Trabalho como mercadoria: a alienação

A noção de perda: jurídico, perde a posse de um bem; Na psiquiatria, alienado é quem perde a noção de si próprio. Rousseau, a soberania popular é inalienável.

MARX (1818-1883): o conceito de alienação foi  usado para analisar a exploração dos operários nas fábricas criadas nos séculos 18 e 19, a partir da Revolução Indutrial. O resultado é que o trabalhador torna-se “estranho”, “alheio” a si próprio e às mercadorias que produz, mas que não lhe pertencem.

“O trabalhador mais perde do que ganha, produz para outrem,  a posse do produto lhe escapa”.

O lazer: “direito a  preguiça”, de Paul Lafargue

Questão 5. Distinguir a concepção de trabalho na antiguidade e na Idade moderna.

A Escola de Frankfurt e a Teoria Crítica da Sociedade Administrada

  Na  sociedade da total administração, conforme o conceito de Max Horkheimer e Theodor Adorno, os conflitos são dissimulados, a oposição desaparece, a técnica é aplicada ao trabalho, provoca alienação do trabalhador e esgota recursos.

Da fábrica ao escritório. A partir das décadas de 1970 e 1980, ocorrem mudanças na forma de trabalho, que repercutem no modo de  vida das cidades e do campo:  novas tecnologias de automação, robótica e microeletrônica; sistemas flexíveis, quebram o taylorismo e o fordismo; desloca-se do setor primário (agricultura) e secundário (indústria) ao terciário (serviços): publicidade, pesquisa, comércio, saúde, educação etc. Recursos de microeletrônica: teletrabalho, autonomia, flexibilidade

Sociedade do Consumo. Consumir é um ato humano par excellence, para atender a necessidades vitais da sobrevivência, como alimentar-se, vestir-se, abrigar-se. Não apenas, mas abrange tudo o  que estimula o crescimento humano, em múltiplas  e imprevisíveis direções. O consumo adquire um caráter simbólico.

Consumo alienado. O mundo da produção e do consumo, o investimento em  publicidade, divulgar o produto, torná-lo conhecido do consumidor. Assim nasce a sociedadedo consumo. O consumo alienado degenera em consumismo, ao se tornar um fim em si mesmo, e não o meio, gera desejos insatisfeitos. A ânsia de consumo, a pessoa perde a relação com as  necessidades reais, compra além do necessário, além do seu poder aquisitivo.

HERBERT MARCUSE confere o nome de homem unidimensional à perda da dimensão crítica (A grande recusa), o que impede o indivíduo de perceber a exploração de que é vítima. O filósofo alerta sobre a diferença entre as necessidades vitais e as falsas, para que os indivíduos e a sua satisfação não seja reduzida a “euforia na infelicidade”. Crítica da sociedade do  efemero.

Questão 6. Qual é a crítica que os filósofos da escola de Frankfurt fazem a sociedade administrada (no trabalho, lazer e consumo)

3.1. Filosofia Analítica de Wittgenstein

A filosofia Analítica se ocupa do “significado”. O filósofo deve analisar logicamente as sentenças, uma abordagem objetiva dos problemas tradicionais.
A virada linguística: paradigma filósofico da epistemologia.
Privilegia a análise conceptual, recursos da linguística à disposição e os da lógica simbólica.

Ludwig Wittgenstein

O impacto de suas obras é notável para encaminhar as discussões sobre as relações entre linguagem e pensamento.
1a fase: Tractatus  lógico philosophicus
1921: seu propósito é tratar dos problemas da Filosofia, apoiando-se na lógica de nossa linguagem.
Para Wittgenstein, nada é conhecido fora da Linguagem,  sua opção pelo giro linguístico.  “o mundo é a totalidade dos fatos,  não das coisas”. Só compreendemos proposições com sentido, mesmo não corresponda a nenhum fato.
Proposição 4.112. Tractatus. “O objetivo da Filosofia é a clarificação lógica dos pensamentos.  A filosofia não é doutrina, mas atividade. A filosofia deve elucidar, tornar claro e delimitar com rigor pensamento.
Investigações (1929) repensa a filosofia,  as expressões linguísticas. Não se alinha ao que se refere, mas como são usadas. Não é uma representação, mas uma hipótese, cuja adequação a realidade precisa ser conferida. Terá vários, na expressão jogos de linguagem.
A filosofia deve descrever, analisar, elucidar a linguagem.

3.2. Jaques DERRIDA e o Desconstrucionismo.

O principal foco foi a desconstrução da metafísica tradicional,  a ideia de fundamento e de identidade. Verificar o que está dissimulado, oculto,processo enriquece a filosofia, sem destruir, é uma forma de renovação. A proposta de renovação.
A proposta do filósofo DERRIDA é questionar as oposições e dualismo (corpo-alma, voz-escrita, razão -desrazao), negando a exclusão, ao mostrar que cada noção só faz sentido em relação ao outro.
Cria o neologismo “difference”,  termo ou conceito para “diferencia”; ao trocar o e pelo a, o filósofo pretende uma mudança na formulação, que o novo conceito traz em si.

 Questao 7. Explique como Wittgenstein se posiciona diante do “giro linguístico”,  e explique as duas fases do seu pensamento filosófico da Linguagem e Lógica

Questão 8. Em que sentido o desconstrucionismo de DERRIDA não significa uma destruição? 

Fontes bibliográficas (consulta para elaboração)

ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando. São Paulo, Moderna, PNLD, 2018
COTRIM, Gilberto; Fernandes, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo, Scipione, PNLD, 2018.

 

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3as séries E. M. (regular e EJA) Preconceitos: crenças, senso comum; Dúvida e certeza (verdade)

socrates

O Preconceito; Crenças, Senso Comum; Dúvida e Certeza (verdade)

 

A palavra preconceito pode ser definida como um conceito prévio, um juízo de valor preestabelecido, sobre determinada pessoa, alguma coisa, objeto etc.

Desenvolveremos o tema do ponto de vista a princípio, da definição genérica do preconceito, em geral, e mais especificamente, do preconceito histórico em relação à Filosofia e ao pensamento filosófico, às crenças e costumes cotidianos, os preconceitos do senso comum.

Posteriormente, desenvolveremos o estudo das posturas filosóficas associadas à Dúvida, ceticismo, desde Pirro, passando por Montaigne à Descartes, até a noção de  realidade, entre aparência e verdade, dúvida e certeza, na oposição entre falso e verdadeiro, desde a alegoria da Caverna, até o Nietzsche de Além do Bem e do Mal e o Crepúsculo dos deuses, por exemplo.

nietzsche

Textos de referência

PLATÃO.

Teeteto (Tales de Mileto) http://jaueras.blogspot.com.br/2010/02/preconceito-na-grecia-dos-filosofos-o.html

http://www.netmundi.org/filosofia/2015/o-tropeco-de-tales-de-mileto/

República (Alegoria da caverna, Livro VII) 

Clique para acessar o 203.pdf

DESCARTES, Rene.

 Meditações Metafísicas (argumento do sonho, Genio maligno etc)

http://lelivros.love/book/baixar-livro-meditacoes-metafisicas-rene-descartes-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/

Meditacoes Metafisicas – Rene Descartes

BERKELEY, Bispo.

NIETZSCHE, Friederich.

Do preconceito dos filósofos, em Além do bem e do mal;

https://www.wattpad.com/242278736-al%C3%A9m-do-bem-e-do-mal-friedrich-wilhelm-nietzsche-1

Crepúsculo dos Deuses a história de um erro;

https://www.livros-digitais.com/friedrich-nietzsche/crepusculo-dos-idolos/21

Outras referências / Formatos

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1as séries E. M. e revisão (regular e EJA) O que é a Filosofia?

1as séries do Ensino Médio

Tales

O que é a Filosofia?

A palavra Filosofia (Gr. Philosophia) é proveniente de duas outras palavras de origem grega: Philo, que significa amigo, ou amante; que por sua vez é derivada de philia; e Sophia, que significa Sabedoria, Saber, Conhecimento. Logo, Filosofia significa “Amizade pela Sabedoria”.

Atribui-se a sua origem, criação e primeiro uso pelo filósofo e matemático Pitágoras de Samos, do século V a. C. na Grécia Antiga. Pitágoras o fez em um sentido para diferenciar sábio de filósofo: a sabedoria como pertencente aos deuses; já a filosofia era uma busca pela sabedoria, o conhecimento entendido não como posse.

A Filosofia é entendida como uma forma de conhecimento racional, uma cosmologia, a princípio, uma busca dos filósofos pela origem, a arché, a substância primordial, que deu origem a todas as demais no universo. Sendo assim, a Filosofia substituiu (ou continuou) as explicações dadas pelas cosmogonias míticas e lendas que explicavam a origem do universo, como a presente naTeogonia, escrita pelo poeta Hesíodo, no século VIII a.C.

O nascimento da Filosofia está associado à transformações políticas, sociais, econômicas, no Direito e leis, ocorridas na organização política e social conhecida como polis, entre os séculos VII e VI a.C.; a instauração da democracia em Atenas; entre outros aspectos e contribuições trazidos por outros povos antigos (escrita, matemática, moeda, viagens marítimas etc)

Portanto, a Filosofia é considerada “filha da cidade” (pólis: a filosofia nasceu nos e dos debates públicos na Agora (praça pública), nas tentativas de convencimento, argumentação retóricos, sendo um “discurso contra a cidade”, conforme Platão.

Glossário

Cosmologia: estudo racional, explicação sobre as coisas, matéria do universo; filosofia natural, physis

Cosmogonia: narrativas míticas, lendas, mitos que contavam a respeito do nascimento do universo, dos deuses, humanos entre outras coisas.

Pólis: cidades-estado gregas; unidades administrativas políticas

Ágora: praça pública, mercado, local aonde ocorriam as assembleias na democracia ateniense.

A admiração e o espanto filosóficos

Esta dissertação é motivada por uma frase do Teeteto, de acordo com a qual a filosofia começa com a admiração. Nesse diálogo, Platão descreve uma cena em que o jovem Teeteto fica admirado quando compreende um dos argumentos sobre a sensibilidade apresentado por Sócrates. A fim de explicar o sentimento de Teeteto, Sócrates diz que o princípio da filosofia é a experiência de admiração.

No primeiro capítulo, assim, tratamos do contexto do Teeteto e do significado da assertiva de Sócrates. No segundo capítulo, estudamos o conceito de páthos e alguns dos epifenômenos da admiração, a saber, a aporia, a passividade e a sensação de estranhamento. No terceiro capítulo, mostramos que, quando a filosofia começa na alma de alguém, há a atuação de uma dialética triplamente patética que pode conduzir o futuro filósofo para região intermediária entre o humano e o divino. No quarto capítulo, argumentamos que Sócrates usava a admiração como uma parte de seu método pedagógico, e que ele era visto por Platão e por seus contemporâneos como algo admirável em si mesmo. Por fim, no último capítulo interpretamos a alegoria da caverna como uma representação plástica e paradigmática dos principais momentos envolvidos na admiração filosófica.

https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/95176

Leituras e Referências bibliográficas

CHAUI, Marilena. Boas vindas à Filosofia (skoob)Boas vindas à Filosofia (scribd)

HEIDEGGER, Martin. O que é isto, a Filosofia? O que é isto, a Filosofia (scribd)

JASPERS, Karl. Introdução ao pensamento filosófico (ultimo capítulo).

VERNANT, Jean-Pierre. AS origens do pensamento grego Rio de Janeiro, Difel

semana2

As origens da Polis grega  e da Filosofia

A filosofia nasceu na Grécia, entre os séculos VII e VI a.C., promovendo a passagem do saber mítico ao pensamento racional. Alguns autores divergem a respeito da ruptura ou a continuidade do mito à razão, assim como a tese do milagre grego (ver CHAUI, Vernant);

Os principais filósofos compartilharam dos mitos gregos,enquanto compartilhavam o conhecimento racional que caracterizava a  Filosofia.

A passagem do mito à razão “significa que já havia uma lógica no mito e que, de outro lado, na realidade filosófica ainda está incluído o poder lendário” (ChATELET, História da Filosofia, ideias, doutrina, v.1, p.21)

Em A mitologia grega, o historiador francês Pierre Grimal (1912-1996) analisa: “o mito se opõe ao logos como a fantasia à razão, como a  palavra que narra à palavra que demonstra. Logos e mythos são as duas metades da linguagem, duas funções igualmente fundamentais da vida do espírito“.

Polis e Razão

Segundo a análise do historiador e filósofo francês Jean-Pierre Vernant (1914-2007),o momento histórico da Grécia antiga, em que se recorre ao uso do logos (razão) para resolver os problemas da vida estaria vinculado ao surgimento da Pólis, a cidade-estado grega.

A polis foi uma nova forma organizacional social e política,desenvolvida entre os séculos VII e VI a.C., em que os cidadãos passaram a dirigir o destinos da cidade. A Polis podia ser explicada e organizada de forma racional, gerida pelos próprios cidadãos.

A prática constante da  discussão política na Agora (praça publica) era frequente nas cidades estado gregas, e  contribuiu para  a formulação dos raciocínios, argumentos bem formulados, o modo para refletir sobre as coisas, e não apenas sobre as questões políticas.

Segundo Vernant, a razão grega é filha da pólis, e o  nascimento da filosofia relaciona-se de modo direto com o universo espiritual surgido na época: “houve um a extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos de poder. A arte da palavra é exercício da linguagem, o logos toma consciência de si mesmo e através da função política”.

Atividades Avaliativas (Duplas, trios) sobre História da Filosofia e Áreas do Filosofar

Elabore um painel, uma linha do tempo da História da Filosofia ocidental, contendo

-Grandes períodos, subdivisões, escolas filosóficas, principais filósofos

-Areas ou Temas de pesquisa filosófica

Os Períodos da História da Filosofia

Filosofia antiga

Período cosmológico ; Período antropológico; Período Sistemático, periodo helenistico

Filosofia medieval

Filosofia patrística; Tomismo

Filosofia moderna

Racionalismo; Empirismo; Criticismo; Iluminismo

Filosofia contemporânea

Idealismo, Materialismo histórico, Genealogia, Psicanálise, Fenomenologia, Existencialismo, hermenêutica, pós-modernismo

As grandes áreas do filosofar

Epistemologia ou Filosofia da Ciência. episteme designa o conhecimento. Questões principais; o que é verdade; o que é o conhecimento, como conhecemos

Logica. deriva de verbo ou palavra. Questões: o que éum argumento válido, quando é verdadeiro, quando parece correto

Estética.  do grego aisthesis, significa percepção pelos sentidos. Questões principais: o que é o belo; existem principios universais de beleza; beleza é  material ou imaterial;

Ética ou filosofia moral. ethos significa modo de ser, caráter, ou habito. Questões> o que é o dever;existe liberdade;

Filosofia Política. deriva de polis, quer dizer cidade; Questões. como surgiu a sociedade , o que é estado

Metafísica. Significa depois, atrás, além e natureza, estuda o ser. Questões: qual é a origem de tudo, o que é a realidade, o ser das coisas

Filosofia da linguagem. Campo de reflexão sobre a linguagem. Questões> o que é significado; e signo; o que é palavra; e a função da linguagem

Coruja Hegel

Frases e textos sobre a Filosofia de Filósofos (ler e comentar) 

HEGEL, Georg W.F. Filosofia do Direito

Mesmo ao dizer algumas palavras sobre a doutrina de como deve ser o mundo, a filosofia sempre chega tarde demais. Enquanto pensamento do mundo, ela aparece pela primeira vez no tempo depois que a realidade completou o seu processo de formação e já está pronta e acabada…

Quando a filosofia pinta em claro-escuro, então um aspecto da vida envelheceu e não se deixa rejuvenescer pelo claro-escuro, mas apenas reconhecer: a coruja de Minerva levanta voo ao cair do crepúsculo.”

(Wilhelm Friedrich Hegel, 1770-1831. In: Princípios da Filosofia do Direito. Citado por Ubaldo Nicola. Antologia Ilustrada de Filosofia. Editora Globo, 2005

MERLEAU-PONTY. Elogio da Filosofia (Espanhol).

A VERDADEIRA FILOSOFIA É REAPRENDER A VER O MUNDO (Merleau Ponty)”

A filosofia é a arte de pensar; é a capacidade de refletir sobre os assuntos do meu cotidiano, do mundo, das diversas situações.

O dialogo é muito importante para que eu possa expor o meu ponto de vista e ouvir com atenção o ponto de vista do outro, entendendo que a minha verdade é diferente da sua verdade, porém cada uma contribui para um novo conhecimento, uma nova possibilidade, um novo olhar.

A filosofia nos ajuda a entender que repensando nas minhas opiniões eu posso mudar de posição. Quando damos espaço para o dialogo permitimos novas possibilidades, podemos “quebrar” a lógica e o raciocínio padrão imposto pela sociedade, e quando nos colocamos no lugar do outro, conseguimos interpretar de outra maneira a situação e buscamos o conhecimento que superar o conhecimento comum.

Podemos colocar nosso ponto de vista, nossa opinião, e questionar sobre aquele tema, mas também podemos ser acessíveis e flexíveis, aprender que interrogar é preciso para chegarmos a uma conclusão, a romper com a verdade, a ter mais experiência, superar nosso espaço dando novos sentidos, novos significados

Criamos novas expectativas com a vivencia da vida, nos liberta de nossa própria ignorância.

Todos podem filosofar, porque filosofar é pensar sobre assuntos que temos duvidas, assuntos que fazem a gente não concordar, e a encontrar respostas de quem realmente somos, assim podemos formar nossa identidade livre do “certo”, aumentar nossa visão diante dos fatos que acontecem diante de mim, ser curioso igual a uma criança, que tudo quer saber, como, eu quero? Eu posso? Eu devo? Por quê?Expressar minhas idéias e estar preparado para criticas, estar aberto para opiniões contraria, e não se manter escravo das próprias idéias.

MARX, Karl. Teses sobre FeuerbachTeses sobre Feuerbach (dominio publico)

Tese XI. Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo. Cabe transformá-lo.

MONTAIGNE, Michel. Ensaio XX: decomo filosofar é aprender a morrer

Diz Cícero que filosofar não é outra coisa senão preparar-se para a morte. Isso, talvez, porque o estudo e a contemplação tiram a alma para fora de nós, separam-na do corpo, o que, em suma, se assemelha à morte e constitui como que um aprendizado em vista dela. Ou então é porque, de toda sabedoria e inteligência, resulta finalmente que aprendemos a não ter receio de morrer. Em verdade, ou nossa razão falha ou seu objetivo único deve ser a nossa própria satisfação, e seu trabalho tender para que vivamos bem, e com alegria, como recomenda a Sagrada Escritura [Eclesiastes 3,12: “Então compreendi que não existe para o homem nada melhor do que se alegrar e agir bem durante a vida”].”

NIETZSCHE, Friedrich. A Filosofia na época trágica dos gregos.

A filosofia já não tem razão de ser e, por isso, o homem moderno, se fosse corajoso e honesto, deveria rejeitá-la e bani-la com palavras semelhantes àquelas com que Platão expulsou os poetas trágicos do seu Estado. Ela poderia, sem dúvida, replicar, como também os poetas trágicos retorquiram a Platão. Se fosse obrigada a falar, poderia, por exemplo, dizer: “Pobre povo! Será por minha culpa que eu vagueio no teu solo como uma profetiza e que tenho de me esconder e de me disfarçar, como se fosse uma pecadora e vós os meus juízes? Olhai a minha irmã, a arte Acontece-lhe como a mim, refugiamo-nos junto dos Bárbaros e já não sabemos salvar-nos. Aqui, é verdade, já não temos nenhuma boa razão de ser: mas os juízes, perante os quais encontramos razão, também vos julgam e hão de dizer-vos: “Tende primeiro uma civilização; depois, aprendereis que a filosofia quer e pode“.”

KANT. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento?

Não se ensina filosofia; Ensina-se a filosofar.

Dentre todas as ciências racionais (a priori), portanto, só é possível aprender
Matemática, mas jamais Filosofia (a não ser historicamente); no que tange à razão,
o máximo que se pode é aprender a filosofar…Só é possível aprender a filosofar, ou
seja, exercitar o talento da razão, fazendo-a seguir os seus princípios universais em
certas tentativas filosóficas já existentes, mas sempre reservando à razão o direito
de investigar aqueles princípios até mesmo em suas fontes, confirmando-os ou rejeitando-os.” (KANT, Crítica da Razão Pura,  1995b, p.699-700)

WITTGENSTEIN, Ludwig. A filosofia são apenas jogos de palavras.

“O fim da filosofia…é o esclarecimento lógico dos pensamentos, antes como que turvos e indistintos – tornando-os claros… e, precisamente delimitados”.  

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2as séries E. M. (Regular e EJA): O que é Moral e Ética?

mores

Moral e Ética

A Moral pertence ao campo de investigação filosófico da Ética. Geralmente, a moral aborda os conceitos de bem e mal, bom e mau, bom e ruim. Também abrange aspectos culturais, comportamentais, relativas às ações privadas, particulares de uma comunidade, cultura, família etc. Em alguns aspectos, a moral aborda as características do que é correto e incorreto, justo e injusto, bom e mau etc.

A Ética, por seu lado, possui um caráter mais universalizante, constituindo em uma reflexão sobre os valores morais. A Ética pressupõe um sistema de valores e se apoia em juízos de valores.

A palavra moral é derivada do latim mores, que significa “aquilo que tem relação aos costumes”. A palavra moral tem um significado próximo de Ética, sendo esta derivada do grego ethos. Em outras palavras, a moral seria um código de conduta, para avaliar quais ações são boas/más; já a ética é uma reflexão ampla, sobre os valores morais.

Primeiro: A Ética pressupõe um sistema de valores (juízos de valores);

Segundo: A Ética pressupõe que o agente moral (sujeito ético/moral), a pessoa que faz algo de bom ou mal – seja responsável, consciente e livre em relação às suas ações.

Atividade Avaliativa

A partir da leitura dos textos sobre Ética, Moral e o Mito do Anel de Giges, presente na República, de Platão, elabore uma redação, expondo seu posicionamento a respeito da questão:

“Comportamo-nos da mesma maneira, sendo ou estando visíveis/invisíveis?” Justifique.

(Avaliar o desenvolvimento da moral, etapas de Kohlberg etc)

As teorias éticas na História

A ética grega antiga

1.Platão: ética e sabedoria

Platão (c.428-347 a.C) e os diálogos socráticos,  as virtudes são da natureza do Bem, ressalta as convicções, de que  a virtude se identifica com a sabedoria,  e o vicio com a ignorância. A virtude pode ser aprendida (alegoria da caverna,  livro  VII, republica).

Desenvolve um racionalismo ético, iniciado por Sócrates, diferenciando corpo e alma, o corpo,  a matéria, são depreciados, sendo necessário depuração para ideia de bem. O ser humano precisa da sociedade, da Polis. No plano ético, o indivíduo bom é também bom cidadão.

2.Aristóteles

Desenvolveu uma reflexão ética racionalista, sem o dualismo platônico entre corpo e alma. Elaborou uma ética realista,  próxima do indivíduo concreto. Perguntou sobre a finalidade ultima do ser humano, que tendemos à felicidade.

A felicidade não é o simples prazer das sensações ou da riqueza e o conforto material. Encontra-se na vida teórica, que promove a razão humana.

Para Aristóteles, agir corretamente é praticar as virtudes: o bem é a ação exercida com a excelência ou  virtude. O agir virtuoso não  é ocasional e fortuito, mas um habito, baseado no desejo e a perseverança no bem.

Aristoteles desenvolveu a teoria  da mediana ou do justo meio, pela qual toda  a virtude é boa quando é controlada em seu excesso ou em sua falta. Agir virtuosamente é encontrar  a mediania entre dois extremos, chamados vícios. O ponto de equilibro não  é fixo, preestabelecido, mas varia conforme as circunstâncias.

Tanto em Platão, como para Aristóteles, a ética vincula-se à Político, á vida publica, ao bem comum: o ser humano é um animal sociopolítico, precisa de vida em comum, para  ser feliz.

A ética cristã da Idade média

Agostinho (354-430dC) converteu a depuração da alma platônica  para a elevação ascética na compreensão dos desígnios de Deus. introduziu o conceito de livre arbítrio, ou seja, cada indivíduo pode escolher como agir, conforme sua vontade. o afastamento de Deus seria o mal, de acordo com Agostinho.

O livre-arbítrio é  o exercício da liberdade e subjetividade humanas, escolha entre bem e o mal. o que reduza dimensão social para individual da liberdade. Essa  concepção agostiniana do Livre-arbítrio influencia ate autores modernos como Descartes.

A ética antropocêntrica moderna

Kant e a ética do dever

Nos textos Crítica da razão prática e Fundamentação da metafísica dos costumes, o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) aponta a razão legisladora, capaz de elaborar normas universais, o que constitui um predicado universal humano, uma capacidade comum a humanidade, fundada na razão.

As normas morais devem ser obedecidas como deveres, embora a noção de dever confunde-se com a própria  noção de  liberdade.O indivíduo que obedece a uma norma moral respeita a liberdade da razão. De acordo com Kant, um ato só pode ser determinado como moral se é praticado de forma autônoma,  consciente e por dever.

Essa exigência é denominada por Kant como imperativo categórico, uma determinação imperativa, a ser observada em toda e qualquer decisão ou ato moral: “Age apenas segundo uma máxima (princípio) tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal” Fundamentação da metafísica dos costumes

A ética kantiana é considerada uma ética formal ou formalista, pois postula o dever como norma universal, sem preocupar com o indivíduo, e como cada um se encontra com esse dever. Kant nos dá a forma geral, da ação moralmente correta, mas nada diz acerca do conteúdo, ou o que devemos fazer em cada situação concreta.

Utilitarismo

Utilitarismo é uma teoria em ética normativa que apresenta a ação útil como a melhor ação, a ação correta. O termo foi utilizado pela primeira vez na carta de Jeremy Bentham para George Wilson em 1781 e posto em uso corrente na filosofia por John Stuart Mill na obra Utilitarismo, de 1861. Até a criação do termo “consequencialismo”, por Anscombe em 1958, o termo “utilitarismo” era utilizado para se referir a todas as teorias que buscavam sua justificação nas consequências das ações, em contraponto àquelas que buscam sua justificação em máximas absolutas. Após a adoção do termo consequencialismo, como uma categoria, o termo “utilitarismo” passou a designar apenas a teoria mais próxima daquela defendida por Bentham e Mill, a maximização da promoção da felicidade.

A descrição mais comum do utilitarismo diz respeito ao bem estar dos seres sencientes, aqueles que são capazes de sentir dor e prazer, em alguns casos mesmo os não humanos. Esta descrição é o motivo pelo qual, modernamente, o utilitarismo tem sido usado em discussões acerca do sofrimento de animais não humanos e aspectos éticos envolvidos com a produção de animais com finalidade alimentar. Para Bentham, utilidade é o agregado de prazeres, depois de deduzido o sofrimento de todos os envolvidos em uma ação, uma espécie de prazer liquido, que seria base para a felicidade. Stuart Mill por outro lado possuía um conceito mais amplo, focando seus esforços nas regras ao invés das ações morais individuais. Nesta conceituação Mill incluía não apenas a quantidade, mas a qualidade do prazer, o que contribuiu para a sofisticação do debate. Alguns autores por outro lado trataram de desenvolver o chamado utilitarismo negativo, que nega o valor positivo do prazer, procurando definir a utilidade em termos de sofrimento, desta forma, o mais útil seria o que causa menos sofrimento. Outras variações, como as de Henry Sidgwick, R. M. Hare e Peter Singer, incluem satisfação de preferencias e até mesmo valores morais mais arraigados no conceito de utilidade.

Atualmente todas as formas de utilitarismo enquadram-se na categoria consequencialismo, tendo as consequências das ações humanas como o padrão de certo e errado. Porém, o utilitarismo se distingue de outras formas de consequencialismo na medida em que leva em consideração o bem-estar de todos os indivíduos igualmente. Embora Bentham seja considerado o fundador do utilitarismo, o aspecto do utilitarismo que trata do prazer foi descrito historicamente como uma forma de hedonismo, e tem raízes antigas na filosofia, desde Aristippus e Epicuro, que viam a felicidade como o único referencial de bem, e associavam a felicidade ao prazer.

Uma das mais relevantes criticas ao utilitarismo foi aquela levada a cabo pelo filósofo alemão Immanuel Kant, ao formular seu conceito de Imperativo Categórico, de acordo com Kant, a maximização do bem para os envolvidos, premissa básica do utilitarismo no que concerne a ação moral em sociedade, é irrelevante do ponto de vista daqueles indivíduos que preocupam-se com a maximização do bem, ou do resultado positivo de suas ações, apenas para si mesmos, sem importar-se com as demais pessoas. Isto aconteceria, segundo Kant, pois o utilitarismo seria capaz de postular apenas imperativos hipotéticos, aqueles com a forma “se desejo X devo fazer Y”, e não máximas morais que devessem ser seguidas independente das inclinações pessoais. Outros autores atacaram o utilitarianismo como uma doutrina pouco prática, uma vez que dificilmente somos capazes de antecipar os resultados de nossas ações, uma critica recorrente a todas as formas de consequencialismo. Outros ainda criticaram que o prazer não é comensurável entre pessoas com identidades e inclinações variadas e por isto a utilidade agregada seria uma impossibilidade.

Referências bibliográficas:
BENTHAM, Jeremy. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
FRANKENA, Willian K. Etica. Rio de Janeiro : Zahar, 1969. 143p. (Curso moderno de filosofia). Traducao de Ethics.
MILL, John Stuart. O utilitarismo. São Paulo: Iluminuras, 2000. Tradução de: The utilitarism.
SANCHEZ VASQUEZ, Adolfo. Ética. 14. ed. Rio de Janeiro: Civilizacao Brasileira, 1993.
Arquivado em: ÉticaFilosofia

A ética do indivíduo concreto na Idade contemporânea

Possui em comum a recusa de uma fundamentação exterior, transcendental  para a moralidade, centrado no indivíduo concreto a origem do valores e normas morais

1. Friedrich HEGEL (1770-1831)

Questionou o formalismo da ética kantiana, por esse não considerar a história e a relação do indivíduo com a sociedade. A ética kantiana não apreende os conflitos reais existentes nas decisões morais. Kant considerou a moral apenas uma questão pessoal, subjetiva, sem considerar que a moralidade assume conteúdos diferenciadores na historia das sociedade. Hegel vinculou a ética à história e à sociedade.

2. Karl Marx e a fundamentação ideológica da moral

O filosofo alemão Karl Marx (1818-1883) entendia a moral como uma produção social, uma forma de consciência, que atende demandas sociais, que contribuem na  regulação da sociedade, a cada momento, época da sociedade.

A moral assume forma de ideologia dominante, como o exemplo, do conceito de liberdade, que assume formas variadas, na antiguidade,  na declaração dos direitos

3. Nietzsche, Freud

Em suas obras, Nietzsche analisa historicamente a moral, e denuncia sua incompatibilidade com a esfera da vida. Sob o domínio da moral, o ser humano se enfraquece, torna-se doentio e culpado.

Na obra Genealogia, Nietzsche descobre que os instintos vitais foram submetidos e degeneraram, com uma falsa moral decadente, de rebanho, de escravos. Ele ressalta valores comprometidos com a vontade de viver.

4. Habermas e a ética discursiva

O filósofo alemão Jurgen Habermas (1929) é um dos maiores representantes da ética fundamentada na linguagem. A ética discursiva funda-se no diálogo e no consenso entre sujeitos.

A razão segundo Habermas, é comunicativa: processual, não é pronta, nem acabada; constrói-se a partir de argumentos; é interpessoal,  não subjetiva; para que ocorra, é necessário o dialogo livre, sem constrangimentos; a ética habermasiana aposta na linguagem, no entendimento interpessoal em busca de uma ética democrática, baseada em valores consensuais, aceito e validos. A dificuldade é justamente encontrar dialogo livre e igualitário, numa sociedade marcada por desigualdade e constrangimentos.

Questões

1- O que Aristóteles entende por justo meio ou meio termo, em sua teoria ética?

2- Por que a ética medieval é chamada de cristã? Para Agostinho, a virtude é o bom uso do livre-arbítrio. Explique essa ética.

3- Por que a ética da Idade moderna é antropocêntrica, humanista e racionalista? A ética kantiana identifica-se com estas características, explique-as.

4- A ética contemporânea passa a ser a do individuo concreto, social. Explique as tendências nas concepções éticas dos filósofos:

a) Hegel; b) Marx; c) Habermas.

Referências Bibliográficas

PLATÃO. A República. O mito do anel de Giges. (pág 233, livro didático Filosofia, Vasconcellos)

http://www.acervofilosofico.com/o-anel-de-giges-platao/

ARISTÓTELES. Ética a Nicômacos (pág. 238, livro didático Filosofia, Vasconcellos)

Clique para acessar o aristoteles_etica_a_nicomaco_poetica.pdf

DESCARTES, René. Meditações metafísicas; Discurso do método (cogito ergo sum)

Meditacoes Metafisicas – Rene Descartes

ESPINOSA. ÉTICA.

http://www.joaquimdecarvalho.org/artigos/artigo/82-Introducao-a-etica-de-Espinosa

Espinosa | 4 Livros em PDF para download

KANT, Immanuel. Crítica da razão prática; Fundamentação da Metafísica dos costumes; (pag. 242,3 Vasconcelos; Livro Melani p. 202)

http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-razao-pura-pratica-kant-os-fundamentos-Etica.htm

Clique para acessar o hdh_kant_metafisica_costumes.pdf

BENTHAM, MILL. Utilitarismo.

NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral; Além de bem e mal.

Clique para acessar o Genealogia_da_Moral.pdf

Fontes bibliográficas (consulta para elaboração)

ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando. São Paulo, Moderna, PNLD, 2018
COTRIM, Gilberto; Fernandes, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo, Scipione, PNLD, 2018.

Outras fontes, referencias e curiosidades

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Relatório e Café Filosófico (seminário): pesquisas e seminários das 1as e 2as séries E.M.

Relatório (síntese final):

Redigir um texto/redação sobre os tópicos desenvolvidos no 1o Bimestre/ 1o módulo ou bloco:

a) O que é a Filosofia? Significados, Definições e mudanças

b) O nascimento e as origens da Filosofia:

Teses:

A passagem do mito à razão – continuidade ou ruptura?

A tese orientalista e a tese do “milagre grego” relativo ao surgimento da Filosofia

c) As Áreas e Temas da Filosofia e os Períodos da História da Filosofia.

Café Filosófico:

seminários sobre Mito e mitologias

http://teca.cecierj.edu.br/popUpVisualizar.php?id=45395

OBJETIVO:
1. Ensinar os estudantes a realizar uma pesquisa (investigação filosófica) a partir de bibliografia específica, sobre tema determinado (mitologia comparada);

2. Ensinar a formatar a pesquisa, usando como referência a metodologia do trabalho científico (Severino, normas da ABNT etc);

3. Apresentação oral do seminário para a turma em sala e posteriormente no projeto da escola (café filosófico, mostra de ciência e cultura):  elaboração de painéis físicos e virtuais.

 

1as séries do Ensino Médio:

250px-Mårten_Eskil_Winge_-_Tor's_Fight_with_the_Giants_-_Google_Art_Project

Tema geral: Das origens do Mito à razão Filosófica – mitos e lendas na modernidade

Assistir “A visão mítica da Realidade”, redação de Sofia Amundsen, no seriado “O mundo de sofia”, adaptação do livro de Jostein Gaarder:

a) Pesquisa sobre os mitos arcaicos, de origem e a relação com o mito na modernidade, heróis, e lendas urbanas: estabelecimento de comparações;

b) Bibliografia:

b.1. teóricos da Filosofia, historiadores, psicólogos, cientistas sociais

CAMPBELL, Joseph. O poder do mito.

Clique para acessar o joseph_campbell_%20o_poder_do_mito.pdf


______________. Para viver os mitos.
ELIADE, Mircea. Mito e realidade. https://www.yumpu.com/pt/document/view/12802205/eliade-mircea-mito-e-realidadepdf-copyfight

FREUD, Sigmund. Totem e tabu.

Clique para acessar o clle000164.pdf


____________. Teorias sexuais infantis.

Clique para acessar o FREUD-Sigmund.-Obras-Completas-Imago-Vol.-07-1901-1905.pdf


GRIMAL, Pierre. A mitologia grega. http://joaomattar.com/blog/2010/01/27/a-mitologia-grega-pierre-grimal/
JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos.

Clique para acessar o C.%20G.%20Jung%20-%20O%20Homem%20e%20seus%20Si%CC%81mbolos.pdf

______________. Os arquétipos e o inconsciente coletivo

Clique para acessar o C.%20G.%20Jung-%20Os%20arquetipos%20e%20o%20inconsciente%20coletivo.pdf

LEVI-STRAUSS, Claude. Antropologia estrutural.
_________________. Sobre mito e significado.

Clique para acessar o LEVISTRAUSSCMitoesignificado.pdf

LEVI-STRAUSS, Claude. Totemismo hoje.

VERNANT, Jean Pierre. As origens do pensamento grego. Vernant – As origens do pensamento grego
_________________. Mito e pensamento entre os gregos. http://documents.tips/documents/vernant-mito-e-pensamento-entre-os-gregos.html
_________________. O universo, os deuses, os homens.

Clique para acessar o Vernant%20-%20O%20universo,%20os%20deuses,%20os%20homens%20-%20Parte%20I.pdf

Clique para acessar o Vernant%20-%20O%20universo,%20os%20deuses,%20os%20homens%20-%20Parte%20II.pdf

VIDAL-Naquet, Pierre. O mundo de Homero.

Clique para acessar o naquet-pierre-el-mundo-de-homero-PDF.pdf

b. 2) Literatura:

CASCUDO, Camara. Lendas, folclores e contos populares. Dicionário do Folclore. e outros.

HESÍODO. Teogonia, o nascimento dos deuses.

Clique para acessar o Teogonia-Hes%C3%ADodo.pdf

HOMERO. Iliada e Odisseia.

Clique para acessar o 85050.pdf

Clique para acessar o iliadap.pdf

Clique para acessar o odisseiap.pdf

VIRGILIO. Eneida.

Clique para acessar o eneida.pdf

OVIDIO. As metamorfoses.

Clique para acessar o metamorfosesovidio-raimundocarvalho.pdf

CAMOES. Os Lusíadas. http://oslusiadas.org/i/

Mitologias orientais, africanas e indígenas.

Vedas. Mahabharata. Baghvad Gita;

http://floresecoisas.blogspot.com.br/2011/04/espiritualmahabharatatraduzido_02.html

Clique para acessar o Bhagavad%20Gita%20-%20Editora%20Pensamento.pdf

Tragédia Grega: Eurípedes, Ésquilo, Sófocles.

Clique para acessar o Edipo-Rei-Sofocles.pdf

Clique para acessar o prometeu.pdf

Clique para acessar o as_bacantes.pdf

Shakespeare. Sonho de uma noite de verão.

Clique para acessar o sonhoverao.pdf

Romantismo alemão e os gregos.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000200009

Goethe, Prometheus.

http://www.revistas.usp.br/clt/article/viewFile/49495/53579

Schiller, os deuses gregos.

http://www.casadobruxo.com.br/poesia/m/massis35.htm

Holderlin, Friedrich.  Canto do Destino; Hiperion, ou o eremita na Grécia

http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet178.htm

http://falasaoacaso.blogspot.com.br/2012/04/livro-hiperion-ou-o-eremita-na-grecia.html

http://www.orelhadelivro.com.br/livros/173510/a-morte-de-empedocles/

Heine, Heinrich. Os deuses no exílio. https://portugues.free-ebooks.net/ebook/Deuses-no-exilio/pdf/view

Nietzsche e o romantismo:

A AVENTURA DE NIESZTCHE PELO ROMANTISMO ALEMÃO

Nietzsche: O nascimento da tragédia no espírito da música.

Clique para acessar o NIETZSCHE,%20F.%20%281992%29%20O%20nascimento%20da%20trag%C3%A9dia.pdf

b.3) Filmografia:

Hércules, 300, Thor, Fúria de Titãs 1 e 2, Troia, Odisséia, Ulisses, Helena de Tróia, Medeia, Edipo Rei, Electra, Antigona, Jasão e os Argonautas, Em busca do velo de ouro, Orfeu, Orfeu Negro, Os caçadores, Percy Jackson e muitos outros sobre super heróis .

 https://youtu.be/-QMWMyfAJvA

2as séries – Ética, cidadania e política; ética profissional

Concluir as atividades cap. 13 ler páginas 168 a 177

exercícios página 7 e 9 da página 178

Leituras indicadas (Caderno do aluno vol. 1): O eu racional (Descartes) e Introdução à ética (Aristóteles)

Discurso do Método, Meditações metafísicas, René Descartes; Ética a nicômaco, Aristóteles

Filme: Descartes, Roberto Rosselini

Tema de redação: entrega 21/03

qual é a relação entre o indivíduo (sujeito racional) e a sociedade? e o papel das regras, da ética?

Pesquisas e seminários: entrega 28/03

1- elaborar o relatório de pesquisa e o seminário;

2- estudar o código de ética das profissões: medicina, direito (advogados), engenheiros;

3 – A relação entre Ética e Política

3as séries – Preconceito: o que é e quais formas de preconceito

Concluir as atividades da aula passada -Sócrates e pré-socráticos

Leituras páginas 19, 25, 26,29,117,118 exercícios página 21, questão 3, página 31, questão 2 e 5, Página 132 e questão 1

Leituras do caderno do aluno: O Tales segundo o Teeteto de Platão e Aristóteles; Aristóteles a Política

Filme: Sócrates, de Rosselini (está no blog)

Redação dissertativa: entregar até 21/03

Qual é a natureza do preconceito com os filósofos e a Filosofia?

Pesquisa: O que é preconceito? 28/03

Ler o texto: Preconceito, de Theodor Adorno (livro, Temas de Filosofia)

LEITURA COMPLEMENTAR
Preconceito
A todo o momento, os instrumentos de propaganda do tipo nazista são rígidos estereótipos de pensamentos e repetições constantes. Com esses meios, as reações vão sendo gradualmente embotadas, confere-se à trivialidade propagandística uma espécie de auto-evidência axiomática e as resistências da consciência critica são minadas. A isso se deve que da massa de discursos e literatura do ódio seja possível extrair e expressar em fórmulas um número limitadíssimo de truques retóricos padronizados, todos eles previamente cozinhados.
Temos, em primeiro lugar, os clichês do próprio orador. Ele apresenta-se como o grande homem comum, idêntico a todos os outros e, além disso, um gênio — impotente mas iluminado pelos reflexos do poder, homem comum e, ao mesmo tempo, semideus: assim Hitler se referia a si mesmo como o “soldado da Grande Guerra” ou o “tambor” do regimento. A este clichê soma-se depois a afirmação de que o agitador, que procura a aliança de uma poderosa camarilha e se lhe oferece como o mais fiel dos seus esbirros, encontra-se totalmente isolado, perseguido pela calúnia, ameaçado, sem outro apoio do que a sua própria força. Assim falava Hitler dos sete camaradas isolados que se reuniram em Munique para salvar a Alemanha, depositando neles próprios toda a sua fé.
Um truque recomendado pelo próprio Hitler é a subdivisão do mundo em ovelhas brancas e ovelhas negras, os bons, a cujo grupo se pertence, e os maus, ou seja, o inimigo criado expressamente para as finalidades da demagogia. Os primeiros estão salvos, os outros condenados, sem transição ou limitação, e sem exame de consciência, como Hitler recomenda numa passagem célebre do Mein Kampf*, onde diz que, para alguém se afirmar com eficácia contra um adversário ou um concorrente, é necessário pintá-lo com as tintas mais negras. Em Prophets of Deceit, elucida-se a função psicológica desses ardis. O ouvinte poder-se-á identificar, simultaneamente, com o grande homem comum e vê-lo como um ente superior; este proporciona satisfação à necessidade de proximidade e calor e, ao mesmo tempo, à necessidade do ouvinte de ver-se confirmado naquilo que, de qualquer modo, já é; e, por último, à necessidade de uma figura ideal a que possa se subordinar jubilosamente. A vocação do líder para a solidão e o isolamento não contribui apenas para convertê-lo em herói — o herói tradicional é sempre solitário — mas também atenua a desconfiança, geralmente difusa, contra a propaganda e a publicidade, que induz a supor, com razão, que o orador é um simples agente de potências ocultas e interessadas. Finalmente, a divisão do mundo em “mocinhos” e “bandidos” atua sobre a vaidade dos ouvintes. Os bons são definidos de tal modo que, por parte do ouvinte, o sentimento é de que é igual a eles e pode até considerar-se um deles; assim, o esquema economiza a necessidade de provar que se é bom. Depois, a existência dos malvados absolutos oferece uma aparência de legitimidade à descarga dos impulsos sádicos do ouvinte sobre as vítimas escolhidas em cada ocasião.
HORKHEIMER. Max e ADORNO, Theodor. Temas básicos da sociologia. São Paulo, Cultrix. 1973. p. 175-176.

Pesquisa em grupo e seminário: até 5 integrantes

Pesquisar a definição de preconceito e alguma forma de preconceito na atualidade – Filosofia da Diferença, Deleuze, Guatari, Foucault

a) Racismo

b) Machismo

c) Homofobia, Lesbofobia e afins

d) Xenofobia

e) Intolerância religiosa

f) Etarismo (jovens e idosos)

g) Discriminação pessoa deficiente

h) Perseguição e intolerância política e ideológica

i) preconceito de classe social

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O Analfabeto Político, Bertold Brecht (1as séries)

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Bertolt Brecht

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Excursão: ” O Mundo mágico de Escher” no CCBB (17 e 21 de Junho de 2011)

O Mundo Mágico de Escher

12 Out a 26 Dez
Local: Galerias 1 e 2, Vão Central e Sala Multiuso | CCBB DF
Horário: Terça a domingo, das 10h às 21h

A mostra O Mundo Mágico de Escher reune cerca de 92 obras, entre gravuras originais e desenhos, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista. Escher ficou mundialmente famoso por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com notável qualidade técnica e estética. A exposição também oferece uma série de experiências que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento que o Escher utilizava em seus trabalhos, além de um filme 3D.

Sessões de 10 minutos, a partir das 9h.

SERVIÇO

Data: 12 de outubro a 26 de dezembro
Horário: Terça a domingo, das 10h às 21h
Local: Galerias 1 e 2, Vão Central e Sala Multiuso | SCES, Trecho 2, lote 22
Agendamento de visitas monitoradas: Segunda a sexta, das 8h às 18h | Telefone: (61) 3310-7480 e 3310-7420
Recepção/Informações: Terça a domingo, das 9h às 21h | Telefone: (61) 3310-7087
Classificação : Livre
Entrada Franca

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Exposição: Andy Warhol “Mr. America”

Andy Warhol, Mr. America

de 20.mar a 23.mai 2010

Andy Warhol
1928
1987
Andy Warhol foi um dos mais importantes e influentes nomes da Pop Art. Trabalhou como ilustrador para diversas revistas como Vogue, Harper’s Bazaar e The New Yorker e teve uma carreira de sucesso como artista comercial. Warhol criou muitas séries de pinturas que permanecem como ícones da arte do século 20.

 

A exposição Andy Warhol, Mr. America apresenta cercade 170 obras, entre 26 pinturas, 58 gravuras, 39 trabalhos fotográficos, duas instalações e 44 filmes, realizados entre os anos 1961 e 1968. Entre osdestaques da exposição estão: a série de retratos de Jackie Kennedy (1964), e de Marilyn Monroe (1967), as Sopas Campbell (1968) e os autorretratos, Uncle Sam (1961), Self-Portrait in drag (1981),Flash November, 22, 1963 (1968). Também são apresentas pinturas da série Death and Disaster, que mostram a violência nos Estados Unidos durante os anos 1960. Entre os trabalhos desta série estão: Little Electric Chair (1964), Five Deaths (1963) e Suicide (1963).

Durante a exposição é exibido um ciclo de filmes produzidospor Warhol em seu próprio estúdio, conhecido como The Factory. La influencia de sus películas en autores tan diversos como Jonas Mekas, Gus Van Sant, y Pedro Almodóvar es indiscutible.Cada um dos filmes mostra, direta ou indiretamente, as mudanças na vida social e cultural americana na década de 1960, a ascensão da cultura popular, da televisão e da propaganda. Entre os filmes exibidos estão Empire (1964) e Blow Job (1963). A mostra acompanha um catálogo bilingüe, português e inglês, com reprodução das obras exibida, textos de criticos e artistas e do curador da mostra, Philip Larratt-Smith.

Esta exposição já passou pelo Museo de Arte del Banco de la República em Bogotá (Colômbia) e também pelo Museo de Arte LatinoAmericano de Buenos Aires – MALBA (Argentina).

 

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Excursão Mr. America: Andy Warhol Estação Pinacoteca/Memorial da Resistência 2010 E.E. Antônio Raposo Tavares, Osasco-SP.

Exposições – Andy Warhol, Mr. America

Andy Warhol, Mr. America

Andy Warhol, Mr. America

de 20.mar a 23.mai 2010

 http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca-pt/default.aspx?c=exposicoes&idexp=1058&mn=537&friendly=Exposicao-Andy-Warhol-Mr-America
Andy Warhol
1928 / 1987
Andy Warhol foi um dos mais importantes e influentes nomes da Pop Art. Trabalhou como ilustrador para diversas revistas como Vogue, Harper’s Bazaar e The New Yorker e teve uma carreira de sucesso como artista comercial. Warhol criou muitas séries de pinturas que permanecem como ícones da arte do século 20.

A exposição Andy Warhol, Mr. America apresenta cercade 170 obras, entre 26 pinturas, 58 gravuras, 39 trabalhos fotográficos, duas instalações e 44 filmes, realizados entre os anos 1961 e 1968. Entre osdestaques da exposição estão: a série de retratos de Jackie Kennedy (1964), e de Marilyn Monroe (1967), as Sopas Campbell (1968) e os autorretratos, Uncle Sam (1961), Self-Portrait in drag (1981),Flash November, 22, 1963 (1968). Também são apresentas pinturas da série Death and Disaster, que mostram a violência nos Estados Unidos durante os anos 1960. Entre os trabalhos desta série estão: Little Electric Chair (1964), Five Deaths (1963) e Suicide (1963).

Durante a exposição é exibido um ciclo de filmes produzidospor Warhol em seu próprio estúdio, conhecido como The Factory. La influencia de sus películas en autores tan diversos como Jonas Mekas, Gus Van Sant, y Pedro Almodóvar es indiscutible.Cada um dos filmes mostra, direta ou indiretamente, as mudanças na vida social e cultural americana na década de 1960, a ascensão da cultura popular, da televisão e da propaganda. Entre os filmes exibidos estão Empire (1964) e Blow Job (1963). A mostra acompanha um catálogo bilingüe, português e inglês, com reprodução das obras exibida, textos de criticos e artistas e do curador da mostra, Philip Larratt-Smith.

Esta exposição já passou pelo Museo de Arte del Banco de la República em Bogotá (Colômbia) e também pelo Museo de Arte LatinoAmericano de Buenos Aires – MALBA (Argentina).


http://localhost/pinacoteca-pt/templates/pinacoteca-pt/linked/soundplayer.swf?file=http://localhost/pinacoteca-pt/upload/podcastmp3/129685169538867301_teste.mp3

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Exposição 40 anos do Maio de 1968 E. E. Antônio Raposo Tavares, Osasco-SP.

Esta galeria contém 90 fotos.

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